Bebida Alcoólica e a Palavra de Deus
Hoje faremos uma reflexão simples à respeito do que a Palavra de Deus fala sobre os efeitos provocados pela ingestão de bebida alcoólica.
Em primeiro lugar, vamos lembrar uma informação importante que nos dá a Palavra de Deus sobre a diferença entre as obras da carne e o fruto do Espírito:
Gálatas 5
16 Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.
17 Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.
18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.
19 Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,
20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,
21 invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
24 E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.
25 Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.
Como você já sabe, o que vem da carne é chamado de obras porque vem de nós, da nossa vontade. Já o que vem do Espírito é chamado de fruto porque não vem de nós, mas da habitação do Espírito Santo se movendo dentro de nós.
Gostaria de chamar sua atenção particularmente para o fruto denominado "domínio próprio". Vamos refletir juntos e entender o que quer dizer esse fruto. A palavra domínio vem do verbo dominar que quer dizer ter pleno controle sobre alguém ou alguma coisa. Já a palavra próprio quer dizer de si mesmo. Com esse entendimento, então podemos concluir que o fruto "domínio próprio" significa "ter pleno controle de si mesmo".
Veja que esse é um fruto gerado pelos méritos do Espírito Santo se movendo dentro de nós, como já vimos acima. Contudo, você sabe que o Senhor nos deu o direito de aceitar ou não essa ação Dele em nossas vidas. Há momentos em que nós, por livre e espontânea vontade, escolhemos impedir que esse fruto do Espírito possa se manifestar em nossa vida.
Mas como isso pode acontecer? Por exemplo, sempre que ingerimos qualquer substância que retira o nosso pleno controle de nós mesmos, de forma voluntária e sem ser por um motivo justificável.
Só para dar um exemplo, quando vamos fazer uma cirurgia, permitimos que o médico nos aplique uma anestesia, que nada mais é do que uma substância que nos retirará o "pleno controle de nós mesmos" por algumas horas. Entretanto, essa é uma ingestão justificável, pois a dor proveniente do corte do bisturi seria insuportável sem a anestesia e certamente impediria o médico de fazer seu trabalho e salvar nossas vidas.
De todo modo, a anestesia é aplicada em um ambiente controlado, assistido por médicos e enfermeiros e com todo o acompanhamento de aparelhos sofisticados para garantir a segurança do paciente.
Por outro lado, há momentos em que escolhemos abrir mão de nosso "pleno controle de nós mesmos" também de forma voluntária, mas sem um propósito justificável. Isso acontece quando ingerimos uma bebida alcoólica. Para confirmar essa informação, não fui buscar uma fonte evangélica ou religiosa, mas justamente as fontes que costumam contestar a Bíblia Sagrada que são a ciência e a lei dos homens, que expressa as suas vontades.
Pesquisando as leis de trânsito, encontramos a famosa Lei Seca que vem tomando a carteira de habilitação de milhares de motoristas por todo o nosso país. Veja o que diz o site da Polícia Rodoviária Federal na resposta à pergunta de número 6 (http://www.dprf.gov.br/PortalInternet/leiSeca.faces#faq6):
"...No entendimento dos legisladores, o ato de dirigir é incompatível com o hábito de beber. Estudos científicos comprovam que a ingestão de álcool provoca perda de reflexos, confusão mental e euforia, entre outros. Isoladamente ou em conjunto, tais fatores podem levar a um desastre."
Veja que "perda de reflexos, confusão mental e euforia" são exatamente o oposto de ter "pleno controle de si mesmo", ou seja, do domínio próprio que é fruto do Espírito Santo em nós.
A questão que sempre é colocada nesse caso é: que quantidade de álcool causa esse tipo de efeito no ser humano? Isso é muito comum pois, antes de aceitarmos a plenitude da Palavra de Deus, quase sempre procuramos uma forma de continuar praticando aquilo que nos agrada e, ao mesmo tempo, numa espécie de acordo ou negociação, tentar nos manter obedecendo a Palavra. Nesse caso, vamos ver o que diz a mesma Lei Seca, no mesmo site da PRF, na resposta da pergunta 7:
"Não há, atualmente, limite considerado “seguro” para dirigir após ingerir bebida alcoólica. A absorção e metabolização do álcool dependem de diversos fatores, como sexo, peso corporal e ingestão de alimentos. Mas, de modo geral, conforme pode ser visto no quadro abaixo, consumir o equivalente a 1 lata de cerveja, ou 1 taça de vinho, ou 1 dose de cachaça, vodca ou uísque é o bastante para ser multado. Já beber o equivalente a duas ou três doses e dirigir não é apenas infração: é crime de trânsito."
É mesmo surpreendente ver que a própria ciência que poderia considerar a bebida uma besteira, já embasa uma lei que faz a pessoa perder a carteira de habilitação por 12 meses, já a partir de 0,1 mg de álcool por litro de ar soprado, quantidade que é atingida já no primeiro copo de qualquer bebida !!!
Por isso querido, para manter o "pleno controle de nós mesmos", que é o domínio próprio, não dá para beber álcool, assim como não dá para cheirar cocaína, nem fumar maconha, nem cheirar loló, pois basta um copinho ou uma cheiradinha ou um cigarrinho e já estamos fora do "pleno controle de nós mesmos".
O que devemos fazer é perguntar: por que queremos ingerir bebida alcoólica? Para afogar uma mágoa ou forçar uma falsa alegria? Para isso a Palavra de Deus nos diz:
Neemias 8
10 Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força.
Ou para fugir de algum problema que nos atormenta ? Para isso a Palavra também diz:
Salmo 46
1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
“Ah irmão, mas Jesus bebia vinho e usou até na última ceia com os apóstolos, além de antes ter transformado água em vinho !!!”. Essa é uma questão frequentemente levantada por algumas pessoas, até irmãos, para continuarem ingerindo bebidas alcoólicas.
Contudo, o nosso vinho fabricado hoje é bem diferente daquele que Jesus tomou. Hoje, é adicionada levedura ao caldo com suco de uva nas vinícolas, para que o suco fique cheio de álcool (cerca de 11 graus no vinho, ou seja, quase quatro vezes mais que uma lata de cerveja). Não é a fermentação natural da uva, que, se deixada, vira vinagre. (veja o processo no link: http://lazer.hsw.uol.com.br/vinificacao.htm )
O incrível é que, além de ser uma adição totalmente não natural (qual a relação que há entre levedura com suco de uva!), utilizada apenas para transformar uma bebida natural numa coisa alucinógena, ainda por cima é triste ver que o álcool é o resultado dos dejetos da atuação dessas leveduras (estão bebendo desejos de microrganismos !!!), sem falar na idolatria. A pessoa coloca aquele pouquinho na taça, balança e diz “ah esse buquê é de tal safra, tal identidade, isso e aquilo...”. Tratam o vinho como se ele fosse quase uma divindade e esquecem que é suco de uva com desejos de microrganismos. Que loucura !!!
No Novo Testamento há três palavras gregas que são traduzidas por “vinho”. A mais usada é OINOS; as duas outras palavras são empregadas apenas uma vez, fazendo alusão ao vinho fermentado (em Lucas 1:15 e Atos 2:13). OINOS pode tanto se referir à bebida inebriante como ao suco de uvas ou xarope. Esse xarope era obtido pela fervura do suco até tornar-se como o mel, e então guardado em vasos para uso futuro. Numa região de clima quente, essa era a forma de conservar o derivado de uva para consumo posterior, sem que ocorresse a fermentação.
Esse xarope diluído em água quente ou fria, era a bebida preferida nos tempos de Jesus. Como a palavra grega não define se o vinho era fermentado ou não, com muito bom senso deve-se considerar o contexto em que a palavra se encontra. No caso do casamento em Caná da Galiléia, por exemplo, é inconcebível que Jesus, após o recebimento do Espírito Santo, haja em Seu primeiro milagre, produzido bebidas alcoólicas, pois elas são, segundo a Bíblia o maior oponente da vida do Espírito:
Efésios 5:18
Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito.
Tampouco, em hipótese alguma, Cristo, o Senhor da vida, produziria vinho fermentado ou o usaria na Ceia, pois a fermentação representa uma corrupção da bebida natural, e isso arruinaria o símbolo da Comunhão.
Quando a pessoa se torna filho de Deus (aceitando o governo de Cristo sobre sua vida), a voz do Espírito Santo lhe fala ao coração e traz paz sobre essa questão.
