Aceitei Jesus, e agora?
Carne x Espírito
Vamos hoje aprender sobre a grande luta que é travada dentro de cada ser humano, principalmente depois que nós nos entregamos a Jesus e nascemos de novo. É a nossa carne (desejos) contra o nosso espírito (quem realmente somos). Olha o que Jesus diz:
Gálatas 5:16-18
Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.
Concupiscência quer dizer desejo desenfreado, sem limite (por isso que é bom ter a versão da Bíblia Viva !!!). Andar no Espírito (toda vez que aparece com a primeira letra maiúscula está se referindo ao Espírito Santo), quer dizer deixar ser guiado por Ele, ou seja, ouvir o que Ele diz e obedecer.
Olha que legal a diferença que se faz entre as obras da carne e o fruto do Espírito nos versículos seguintes:
Gálatas 5:19-21
Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
Uau, que forte hein !? Veja que essas são chamadas obras da carne, ou seja, são as coisas que muitas vezes a nossa vontade nos leva a fazer, ou ainda, são coisas de autoria direta da nossa natureza humana, que, naturalmente, pende para o pecado e para o que entristece a Deus.
Mas veja o que é dito logo a seguir:
Gálatas 5:22-23
Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
Olha à diferença. Que beleza podermos ter coisas como longanimidade (paciência, me ajuda Bíblia Viva :-), mansidão, mesmo quando somos ofendidos, domínio próprio, fidelidade a Deus, aos irmãos, ao cônjuge, amor, alegria, paz e por aí vai.
Agora veja que essas coisas são fruto do Espírito Santo que está dentro de nós, ou seja, não são coisas que vem de nós, pois fruto é o resultado de uma planta, logo se é fruto do Espírito, então é o resultado Dele se movendo dentro de nós.
Esse é mais um motivo da importância do novo nascimento, onde o nosso espírito é recriado e o Espírito Santo vem morar dentro de nós, para se mover e gerar esses frutos em nós.
Veja o restante desse trecho bíblico:
Gálatas 5:24-26
E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.
Quando a pessoa passa pelo novo nascimento, passa a sepultar a carne, isto é, aqueles desejos e atitudes que antes praticávamos e que agora não combinam mais com o Espírito Santo que passa a ser o novo inquilino da pessoa, morando dentro dela. Temos que tomar cuidado para não botar Ele para fora de nós com nossas atitudes. Inclusive o batismo nas águas é o momento em que publicamente e simbolicamente estamos sepultando a carne. A ideia é que a velha criatura fica sepultada debaixo da água e quando você sai da água, sai uma nova criatura, tendo a carne ficado para trás.
E se depois pecarmos, e isso vai acontecer, veja o que diz Jesus:
Mateus 26:41
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
Isso porque o espírito da pessoa foi recriado, mas a carne continua fraca e brigando contra ele. A sua carne vai sendo domada e transformada por seu espírito de forma gradual com o mover do Espírito Santo. Sempre que errarmos, o que fazemos é isso:
1 João 1:5-10
Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.
A grande diferença aqui é pecar e se arrepender, que quer dizer deixar, e pecar e continuar pecando, que é viver no pecado. Quando realmente nos arrependemos, deixamos aquilo e nos esforçamos para não fazer mais e conseguimos vencer esse combate com a ajuda do Espírito Santo. Logo, toda vez que pecarmos, vamos correndo para Jesus em oração, confessar, nos arrependermos e aí já estamos novinhos em folha, lavados mais uma vez no seu sangue.
Vamos lembrar que é o nosso espírito que vai herdar a vida eterna. Já a carne, vai ficar mesmo é por aqui na terra e vai voltar ao pó que é de onde viemos:
1 Coríntios 15:50-58
Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.
